Travessia

Wednesday, September 07, 2005

Outra

Verdadeiramente só
eu preciso estar-
com infinito anseio
do poema verdadeiro.

Mágoa nova,
que sequer partiu.

Com as mãos embebidas do sangue próprio,
esqueço a insanidade imanente.

Esqueço e vejo passar...

Amputada como os cadáveres que almocei,
eu hei de ser outra,
que saiba se salvar desta vaidade de escrever.