Tempos
Houve o tempo das certezas.
Sim, houve este tempo.
Houve o tempo da paz certa
que talvez fosse o anverso da incerteza-
talvez.
O preto no branco,
absolutamente distintos de si.
Mas aconteceu do branco ir ficando assim manchado
e do preto começar a desbotar.
Houve o tempo em que o erro podia ser redimido-
Houve este tempo sim.
Mas este é o tempo da fatalidade voraz-
dos fantasmas carrascos,
sempre dispostos a sacrificar
o homem que pisa em falso.
Houve o tempo em que a moça ainda cria-
Mas este tempo, agora, é outro-
o tempo torto-
da agonia.
Sim, houve este tempo.
Houve o tempo da paz certa
que talvez fosse o anverso da incerteza-
talvez.
O preto no branco,
absolutamente distintos de si.
Mas aconteceu do branco ir ficando assim manchado
e do preto começar a desbotar.
Houve o tempo em que o erro podia ser redimido-
Houve este tempo sim.
Mas este é o tempo da fatalidade voraz-
dos fantasmas carrascos,
sempre dispostos a sacrificar
o homem que pisa em falso.
Houve o tempo em que a moça ainda cria-
Mas este tempo, agora, é outro-
o tempo torto-
da agonia.

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