Queria dizer dizer a verdade, mas então eu me lembro de que nada é sinceridade. E revejo as mesmas paredes sem vida me observando e insistindo para que não parta daqui. Recordo os dias que nunca vivi, e os vejo tão nítidos que me escapam dos olhos. Eu não existo. Esta vida não existe. É como se manter em cativeiro um animal selvagem, mais cedo ou mais tarde, ele destrói tudo ao redor...mas conseguirá ser ele livre algum dia? Eu sinto falta de mim, tanto e tanto que já não caibo mais no meu peito...As cicatrizes enxutas me ameaçam...eu queria ser capaz de chorar, mas não sou mais. O que lamento é o que nunca ganho no que perco, ou que perco no que ganho ou quem sabe eu não lamente nada. Eu não lamento. Extamente. Eu só sigo em frente. A vida há de ser diferente...somewhere over the rainbow...over me..I'm not over me. Então, deparo-me com esta caricatura, que me vem dizer de seus olhos e vejo o quanto sou feliz. Sufocantemente feliz. É a felicidade que me mata dia após dia e a sua saudade que virá. Eu quero tudo aqui dentro e quero mais onde houver um mundo real. Alucinações. As paredes brancas se movem, os dedos, próprios de si, libertam-se nas palavras que não escrevo. O que eu quero? Eu, ser imanentemente livre...Like moz, I've changed my plea to guilty and freedom and love is a waste. Não, nunca é. O amor escraviza tanto quanto a liberdade. Não quero ser livre, sequer escrava. Eu quero a sorte de um amor medonho.

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