Travessia

Saturday, September 02, 2006

The Lake House


Nem sei por onde começar, pois queria começar de um jeito diferente, sem a constante hesitação. E queria escrever como um novelo, desfazendo-se precisa e calmamente, como quem se reencontra com a certeza de sua singularidade.

Hoje fui ao cinema. Sozinha, ver este filme que há tempos desejava. E é incrível como a solidão de um dia como este me apraz tanto. No escuro, ali, tentando capturar cada quadro do filme, uma história tão delicada.

Sobre a espera.

Esperei pra ver até o fim, qdo a tela volta a não ter nenhuma projeção e o som ambiente da sala escura retorna. E depois, saí.

Fui andando ...

Me veio outro filme, TRÊS ENTERROS, o sentimento de lealdade a si mesmo como forma de ser leal a tudo em volta que este filme me deixou.

Eu andei tão certa de mim naquele instante, que queria aprisioná-lo. Então, num papel largado no fundo da bolsa, rabisquei com um lápis de olho uma frase e a datei.

E ao fazê-lo, eu o fiz ciente de que a espera é fundamental, mas a espera que se abre e se transmuta em esperança, aceitando com vigor cada fagulha de vida- café com chocolate que tomei logo após e o sorriso da senhora que me servia e via em mim todo o meu desejo de estar ali, plenamente.