epifania
A verdade que eu desejo é impossível
e as minhas palavras me traem quando não me revelam.
eu sei que preciso me manter lúcida e deixar que tudo acnteça-
mas eu admito que talvez não seja tão forte.
me falta o outro, a fraternidade, me falta eu mesma
e o impossível.
anseio o que jamais há de se realizar.
a falta me conduz- eu sou a insatisfeita,
mas acima de tudo, neste momento, eu desejo, o comum-
eu desejo um filho e um corte profundo que me arranque todo o sangue
e que me tire esse vazio.
não , eu não desejo enfrentar a minha própria vida-
porque a minha própria vida é dura demais.
é a vida dos meus fantasmas que sempre me guiaram
e de todos os demônios que reinvento cotidianamente.
quisera eu poder respirar profundo-
a paz do mar imenso que me dá tanto medo-
eu tenho medo da paz, do escuro e do possível,
da provável felicidade, da fatalidade do tempo
que passa e me torna outra
e assim, vou-me perdendo pelo espaço-
pode não parecer, mas eu já existo há muito tempo.
talvez eu não seja tão forte, talvez não.
talvez eu não queira mudar e ser possível.
eu quero levar tudo o que amo comigo, sem nunca me perder de vcs.
eu não quero as lembranças, eu quero a fortaleza de um abraço, o sorriso do meu pai
e quero tocar os fios que a rainha teceu por toda a vida.
eu quero a minha mãe comigo e o meu irmão-
mas parece que o que sou não é possível assim.
o que sou preciso do corte e da solidão-
e talvez eu estivesse disposta a renunciar a mim mesma,
pois eu quero todos os caminhos-
talvez eu não seja tão forte...
e as minhas palavras me traem quando não me revelam.
eu sei que preciso me manter lúcida e deixar que tudo acnteça-
mas eu admito que talvez não seja tão forte.
me falta o outro, a fraternidade, me falta eu mesma
e o impossível.
anseio o que jamais há de se realizar.
a falta me conduz- eu sou a insatisfeita,
mas acima de tudo, neste momento, eu desejo, o comum-
eu desejo um filho e um corte profundo que me arranque todo o sangue
e que me tire esse vazio.
não , eu não desejo enfrentar a minha própria vida-
porque a minha própria vida é dura demais.
é a vida dos meus fantasmas que sempre me guiaram
e de todos os demônios que reinvento cotidianamente.
quisera eu poder respirar profundo-
a paz do mar imenso que me dá tanto medo-
eu tenho medo da paz, do escuro e do possível,
da provável felicidade, da fatalidade do tempo
que passa e me torna outra
e assim, vou-me perdendo pelo espaço-
pode não parecer, mas eu já existo há muito tempo.
talvez eu não seja tão forte, talvez não.
talvez eu não queira mudar e ser possível.
eu quero levar tudo o que amo comigo, sem nunca me perder de vcs.
eu não quero as lembranças, eu quero a fortaleza de um abraço, o sorriso do meu pai
e quero tocar os fios que a rainha teceu por toda a vida.
eu quero a minha mãe comigo e o meu irmão-
mas parece que o que sou não é possível assim.
o que sou preciso do corte e da solidão-
e talvez eu estivesse disposta a renunciar a mim mesma,
pois eu quero todos os caminhos-
talvez eu não seja tão forte...

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